Capitão América, o Primeiro Vingador

Posted on 30/07/2011

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(Captain America, The First Avanger, 2011)

Só não digo que Capitão América é de longe o melhor filme dos Estúdios Marvel porque Homem de Ferro também foi muito bom. Mas O Primeiro Vingador figura agora como o meu preferido, mesclando ação, humor, aventura, efeitos especiais e até uma pitada de romance na medida certa.

De certa forma, acho até excelente que tanto o filme do “Bandeiroso” quanto o do “Latinha” tenham sido tão bons, já que nos quadrinhos, os dois líderes dos Vingadores sempre foram apresentados como rivais, lados distintos da mesma moeda. Então nada mais justo que o filme de ambos ser ótimo.

A trama adapta de forma bem próxima a origem do Capitão dos quadrinhos, durante a 2ª Guerra Mundial.  Ela apresenta um incrivelmente bem feito Chris Evans franzino (cortesia dos efeitos especiais) interpretando o jovem Steve Rogers, que graças à sua tenacidade e nobreza de espírito, acaba se envolvendo no Projeto Super Soldado, transformando-se no icônico Capitão América. Claro que a partir daí Evans aparece em toda a sua glória, exibindo músculos de sobra, com um físico muito mais avantajado do que já visto em seus outros filmes.

E vale ressaltar que Chris Evans está sim muito bem no papel de Rogers. Quem estava mais acostumado com suas interpretações de bad boys inconsequentes como o Tocha Humana nos filmes do Quarteto Fantástico ou mesmo o ex-namorado do mal Lucas Lee em Scott Pilgrim Contra o Mundo vai se surpreender.

Além de Evans, o filme também apresenta Hugo Weaving, (o Agente Smith), como seu arqui-inimigo Caveira Vermelha, e um hilário Tommy Lee Jones no papel do rabugento Coronel Phillips, além de Stanley Tucci, que eu gosto bastante, como o Dr. Erskine, criador do soro do supersoldado. A atriz Hayley Atwell, que você provavelmente não deve conhecer, já que costuma fazer mais minisséries na TV, encarna Peggy Carter, o interesse romântico de Steve Rogers na época da 2ª Guerra.

Um dos fatores mais divertidos de “O Primeiro Vingador”, contudo, é ver as inúmeras referências e homenagens ao restante do Universo Marvel, seja dos quadrinhos, mas principalmente dos filmes anteriores. Afinal, semelhante aos nazistas do Indiana Jones, o vilão Caveira Vermelha e sua organização, a Hidra, também buscam aumentar seus poderes lidando com o “sobrenatural”, que no caso da Marvel, é justamente o lado da mitologia nórdica apresentado em Thor. O filme do Capitão, inclusive, acaba esclarecendo melhor a cena extra após os créditos do filme do deus do trovão.

Quem viu Homem de Ferro 2 também vai associá-lo imediatamente com o filme do Capitão, pois a feira de ciências e tecnologia que Tony Stark revive em seu segundo filme é mostrada aqui em sua origem, na época em que seu pai é que trabalhava como gênio da ciência. O pai de Tony, inclusive, tem um importante papel neste filme.

Outras referências que devem agradar aos fãs são a homenagem ao Tocha Humana original na própria feira de ciências, uma “visão do futuro” na primeira aparição do Dr. Arnim Zola, e uma referência à capa da 1ª edição da HQ original do Capitão, entre outros detalhes. Aqueles que realmente conhecerem os clássicos, vão reconhecer entre os soldados que acabam formando a equipe de Steve Rogers os membros do Comando Selvagem, que nos quadrinhos eram comandados pelo Nick Fury, com destaque pro talvez mais conhecido, “Dum Dum” Dugan. Além, obviamente, do parceiro de Rogers, Bucky, no filme mostrado como seu melhor amigo.

Trailer

Ah, e quem acompanhou meu anúncio sobre o lançamento do filme já foi alertado sobre a cena extra após os créditos. Prepare-se, pois os créditos são beeem longos. Mas a espera vale a pena!

De todas as micro-cenas, essa é sem dúvida a mais emocionante de todas, já que é imediatamente acompanhada pelo trailer teaser do filme dos Vingadores, mostrando as primeiras cenas oficiais do filme do ano que vem que tem tudo para entrar na história do cinema como o 1º Grande Crossover Cinematográfico!*

*Nos quadrinhos, chama-se “crossover” as histórias onde o herói de uma revista visita outro título, de outro herói, ou mesmo quando as histórias de várias revistas se misturam num único enredo, com fatos que geram consequências na cronologia individual de cada personagem.

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